Qual é a importância de ser um Sistema Autônomo?

Qual é a importância de ser um Sistema Autônomo?

Sistema Autônomo: O que é? Qual a importância? Por que e como solicitar? Confira todas essas respostas e entenda melhor como atua um AS.

Como sempre frisamos, a transformação digital trouxe uma série de mudanças para as organizações. Muitas das atividades de core business hoje dependem de uma Internet escalável e estável. 

Por isso, neste texto vamos apontar porque é importante que empresas as quais dependem de disponibilidade contínua e escalável de rede sejam um Sistema Autônomo (Autonomous System em inglês). 

Veja a seguir as vantagens e de ser um Sistema Autônomo e como fazer para se tornar um. Boa leitura!

O que são Sistemas Autônomos?

Os Sistemas Autônomos (AS) são redes ou conjuntos de redes sob uma gestão comum, ou seja, empresas que têm seus próprios prefixos de IP para gerenciar e trocar tráfego a partir de uma política comum que define regras de roteamento para a Internet.

A Internet pode ser vista, então, como um conjunto de Sistemas Autônomos interconectados.

É importante ressaltar que para se tornar um AS é preciso passar por um processo realizado pelo Registro.br, que inclui informações de pré-requisitos para a implementação, análise a aprovação do pedido.

Por que é importante se tornar um Sistema Autônomo?

O Sistema Autônomo pode ser um facilitador para que uma organização mantenha suas operações e serviços sempre disponíveis.

Alguns segmentos, como bancos, seguradoras, hospitais e companhias aéreas, por exemplo, não podem ficar suscetíveis à quedas de conexão ou indisponibilidade de rede. Por exemplo, uma instituição bancária não pode perder conexão, visto que boa parte das transações financeiras dependem da Internet.

Isso significa que a indisponibilidade de rede é algo muito crítico nesse setor, podendo comprometer a atividade-fim da empresa. Diante desse cenário, é fundamental garantir, por meio de Sistemas Autônomos, que haverá disponibilidade de rede constante e segura para a realização das funções concernentes ao core business da organização como um todo.

Isso porque quando uma empresa se torna um Sistema Autônomo ela passa a ter uma infraestrutura de rede mais robusta, e contar com mais de um fornecedor de trânsito para garantir redundância em caso de indisponibilidade ou intermitência de rede. 

Há ainda outros pontos positivos quando se é um Sistema Autônomo, como veremos a seguir.

Uso de IP portável

Quando a empresa atua de modo independente, sem precisar de um provedor externo, o processo de troca de provedor de acesso à Internet passa a ser facilitado e mais ágil, pois não há mais necessidade de mudanças de configuração interna.

Espaço de endereçamento de IP próprio

É possível alocar endereços de IP válidos diretamente para os seus clientes. Isso, quando bem explorado, pode ser utilizado em aplicações internas, além de facilitar o processo de rastreabilidade de clientes. O resultado é uma maior segurança na conexão interna.

Redundância

Um Sistema Autônomo permite a redundância na conexão à Internet por meio do uso de dois ou mais provedores. Com isso, aumenta-se a disponibilidade dos serviços prestados e diminui-se as chances de que o negócio fique sem conexão. Como falamos, há segmentos em que esse tipo de situação não pode ocorrer.

Possibilidade de participar em um IX

Somente Sistemas Autônomos podem participar de um IX (Internet Exchange). Trata-se de uma infraestrutura física que facilita o trânsito de dados entre provedores e outras redes - acadêmicas, de instituições governamentais e de empresas - otimizando a interconexão das diversas redes que compõem a Internet.

Esse tipo de estrutura física possibilita uma redução de custos nos processos de conexão e aumenta a eficiência na troca de dados nas redes. Quando um novo Sistema Autônomo faz uma conexão com o IX, ele automaticamente se interliga a toda a rede de outros AS que estão ali presentes, e passa a trocar tráfego com eles.

Como solicitar um AS?

Para poder solicitar um AS, é preciso que a organização cumpra alguns requisitos mínimos, tais como:

  • Ter uma estrutura com complexidade mínima de rede;
  • Ter pelo menos duas conexões para acesso à Internet ou uma conexão com a Internet e um link de transporte até um IX;
  • Ter uma equipe técnica que seja capacitada para executar os procedimentos relacionados com a criação, a implementação e a operação da política de roteamento da sua empresa;
  • Ter equipamentos que ofereçam suporte para a implementação do protocolo BGP;
  • Recursos financeiros para dar aporte à mudança e administração da nova estrutura.

A partir disso, o gestor responsável por esse processo precisa seguir alguns passos, tais como:

  • Preencher o formulário disponível no Registro.br, órgão responsável por essa questão no Brasil;
  • Todos os recursos necessários devem ser requisitados por meio do mesmo formulário;
  • O formulário deve ser encaminhado no corpo da mensagem e em formato texto para o e-mail responsável do Registro.br (cidr-request@registro.br);
  • Aguardar o período de análise, cujo prazo médio é de 2 semanas;
  • assim que ocorrer a aprovação, será enviado um e-mail que também conterá o boleto bancário para a realização do procedimento;
  • A alocação é feita no dia seguinte após a confirmação de pagamento.

A partir disso, é liberado o acesso para que o engenheiro de redes consiga executar os procedimentos necessários para a implementação do Sistema Autônomo.

Disponibilidade atrelada a segurança

Ser um Sistema Autônomo não é importante somente para ISPs ou empresas do setor de Telecom, mas também para empresas as quais a disponibilidade de rede e a conexão de internet sejam essenciais para sua atividade fim. Além da  disponibilidade, outro fator essencial de ser um Sistema Autônomo é que o controle do gerenciamento dos próprios IPs aumenta a confiabilidade da rede e também possibilita o investimento em soluções que protegem essas redes de ataques cibernéticos, como os do tipo DDoS, por exemplo.

A UPX é especialista em cibersegurança e pioneira em mitigação de ataques DDoS no Brasil, pois desenvolveu uma solução própria para combater ataques a sua própria rede no passado, que hoje foi aprimorada para proteger outros Sistemas Autônomos de forma personalizada.

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