IPv6: qual a importância e os benefícios de implementá-lo?

IPv6: qual a importância e os benefícios de implementá-lo?

Além de produtos e serviços mais inteligentes e conectados, ele possibilita a adoção de novos recursos de segurança e privacidade.

Durante muitos anos o protocolo IPv4 foi amplamente utilizado em dispositivos conectados em uma mesma rede. Mas após o número de dispositivos conectados simultaneamente crescer a um nível inédito, uma nova versão foi oficializada em 2012.

Após essa oficialização, provedores de acesso à Internet e provedores de conteúdo passaram a implementar o IPv6 em resposta à exaustão dos endereços IPv4 e a crescente participação de novos usuários e dispositivos conectados à rede.

O IPv6 está sendo adotado progressivamente por operadoras de todo o planeta. Uma vez que esse processo for concluído, usuários de internet poderão viver em uma rotina mais conectada e convergente.

Quer saber mais sobre o IPv6 e como ele afetará o seu dia a dia? Então continue a leitura deste post!

O que é o IPv6?

IPv6 é o termo utilizado para definir a nova versão do protocolo IP. Desde a publicação da RFC 791, os computadores do planeta utilizavam o IPv4, a quarta versão do protocolo IP. Ela foi rapidamente adotada pela sua confiabilidade, facilidade de ser aplicada e interoperabilidade.

O IPv6 tem como principal objetivo contornar os problemas enfrentados com o protocolo IPv4. Esses desafios surgiram com o extenso uso da internet e das infraestruturas de rede e podem ser resumidos nos seguintes pontos:

  • o aumento das redes e o esgotamento dos endereços de IP disponíveis;
  • a expansão da tabela de roteamento;
  • o grande número de brechas de segurança que surgiram nos últimos anos;
  • a prioridade na entrega de algumas categorias de pacotes.

Por que ele foi criado?

Um dos maiores motivadores da adoção do IPv6 foi o esgotamento dos endereços de IP disponíveis no IPv4. Mas para que você entenda porque ela se esgotou, primeiro, vamos explicar como a quarta versão do protocolo IP funciona.

No IPv4, cada endereço de rede é definido com 32 bits. Isso permite a interconexão de inúmeras aplicações e aparelhos simultaneamente em uma rede. Embora o protocolo IPv6 tenha sido desenvolvido para fornecer até 340 undecilhões de endereços possíveis, jamais será possível utilizar este total de endereços em uma mesma rede.

A distribuição desses endereços é feita pela IANA (Internet Assigned Numbers Authority, ou Autoridade de Atribuição de Números, em português). A IANA trabalha em conjunto com as RIR (Regional Internet Registries, ou Registros Regionais de Internet, em uma tradução livre).

Cada RIR é responsável pela distribuição continental dos IPs entre os diferentes provedores de internet. Existem cinco RIRs no planeta:

  • o RIPE NCC, que atua na Europa e em países não cobertos por outros RIRs;
  • O LACNIC, que trabalha na América Latina e em parte do Caribe;
  • o AfriNIC, que tem foco nos países do continente africano;
  • o ARIN, que atua em parte do Caribe, no Canadá e nos EUA;
  • o APNIC, que tem atuação limitada a Austrália, a Ásia, a Nova Zelândia e aos países vizinhos no oceano Índico.

Conforme o uso da internet cresceu, provedores passaram a solicitar um número maior de IPs. Isso gerou a atenção de profissionais da área, que viram a necessidade de se criar uma nova versão do protocolo IP. Ela deveria contornar os desafios do IPv4, além de preparar as redes para um futuro com alta conectividade.

O protocolo IPv6 teve o seu desenvolvimento iniciado na década de 1990. A partir da RFC 1550, a IETF (Internet Engineering Task Force, ou Força de Trabalho de Engenharia de Internet, em uma tradução livre) criou um grupo de trabalho focado no IPv6. O novo protocolo deveria ter como requisitos:

  • alta escalabilidade;
  • elevada segurança;
  • suporte a QoS;
  • políticas de roteamento robustas;
  • mecanismos para configuração e administração de rede compatíveis com uma vasta gama de aparelhos;
  • um projeto de transição.

O IPv6 foi anunciado com um projeto de transição e uma nova escala para endereçar equipamentos de rede. No lugar dos 32 bits do IPv4, a nova versão adota 128 bits de extensão. Isso permite endereços totalmente novos para os usuários, combinando números e letras hexadecimais. E podem ser representados das seguintes maneiras:

  • 2001:0db8:85a3:0000:0000:8a2e:0370:7334;
  • 2001:db8:85a3::8a2e:370:7334;
  • 2001:0db8:85a3:0:0:8a2e:0370:7334.

Que benefícios o IPv6 traz para o usuário de internet?

O IPv6 mudará completamente as possibilidades da internet para os próximos anos. Profissionais poderão criar produtos e serviços mais inteligentes e conectados. Já empresas que dependem da rede para atuar poderão estruturar uma rotina baseada em novas tecnologias, como o IoT, em segurança.

Veja a seguir alguns benefícios que a nova versão traz!

Facilita a criação de programas de computador conectados em rede

O IPv6 acabará com o NAT. Isso tornará, logo de início, a configuração de infraestruturas de rede mais simples. Afinal, a conectividade será fim a fim.

Como consequência, programas de computador que utilizam recursos de rede poderão ser desenvolvidos com mais segurança e menos riscos. O seu funcionamento será otimizado, afinal, as chances de erros ocorrerem durante a troca de dados será menor. Como consequência, softwares de comunicação, como os de videoconferência e VoIP, poderão ser incorporados em um número maior de situações.

Permite maior número de dispositivos conectados

Esse é um dos maiores ganhos que o IPv6 trará. A possibilidade de conectar múltiplos aparelhos simultaneamente será fundamental para estratégias de empresas. Afinal, ela torna o uso de novas tecnologias, como a Internet das Coisas e a internet 5G, muito mais prática.

Grandes negócios poderão adotar a transformação digital como a sua principal abordagem operacional. Isso será feito junto com a incorporação de práticas mais flexíveis, como o BYOD (Bring Your Own Device). Com isso, o negócio poderá ser mais inovador, flexível e ágil.

Proporciona mais segurança para o usuário

Os recursos do IPv6 facilitam, também, o uso de serviços de VPN (Virtual Private Network) e a adoção de novos recursos de segurança e privacidade. Para empresas que mantêm rotinas de trabalho flexíveis, como as de home office, isso é algo crítico. As comunicações ocorrerão em ambientes mais confiáveis e menos suscetíveis a vazamentos.

O IPv6 se tornará uma realidade em breve para todos os usuários de rede. Quem trabalha na gestão desse tipo de infraestrutura, portanto, deve estar atento. Se o negócio depende da web para trabalhar, é pouco provável que adaptações não serão necessárias.

Por isso a empresa deve, desde já, adotar um planejamento para avaliar o que deve ser modificado para o IPv6 ser compatível com a infra interna. Da atualização de softwares até a troca de aparelhos, tudo deve ser pensado com cuidado. Assim, o IPv6 e os seus benefícios poderão ser incorporados rapidamente ao dia a dia da companhia.

O que você terá que mudar para se adaptar ao IPv6? Conta pra gente!

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